Autores que nos acompanham

Antes de cada livro,
há uma vida inteira.

Este é o nosso arquivo de autores: um espaço para conhecer as histórias, as ideias, as obras e as vozes de quem escreve os livros que nos reúnem. A cada novo encontro, um novo percurso será acrescentado.

Acervo · 02 autoresGraciliano RamosAutor da leitura atualClarice Lispector1º encontro · arquivo preservado
Retrato de Graciliano Ramos quando jovem
Graciliano Ramos · 1892–1953

Autor em destaque

Graciliano
Ramos

Uma das vozes centrais do Modernismo brasileiro, Graciliano construiu uma prosa rigorosa, econômica e profundamente atenta às relações de poder.

Nascido em Quebrangulo, Alagoas, viveu em diferentes cidades do Nordeste, trabalhou no comércio e no jornalismo e foi prefeito de Palmeira dos Índios. A experiência política e a observação da vida social atravessam seus romances.

Em sua obra, a concisão não significa falta de profundidade. Com poucas palavras e grande precisão, o escritor revela conflitos interiores, desigualdades e formas de resistência de personagens submetidas a condições extremas.

Uma vida entre escrita e política

Linha do tempo

Marcos da trajetória pessoal, pública e literária de Graciliano Ramos.

Nasce em 27 de outubro, em Quebrangulo, Alagoas.

Muda-se para o Rio de Janeiro e trabalha como revisor em jornais; retorna a Alagoas no ano seguinte.

Assume a prefeitura de Palmeira dos Índios. Seus relatórios administrativos chamam atenção pela escrita direta e precisa.

Publica Caetés, seu romance de estreia.

Lança São Bernardo, narrado pelo fazendeiro Paulo Honório.

É preso sem processo durante o governo Vargas; no mesmo ano, publica Angústia.

Publica Vidas Secas, romance sobre uma família de retirantes no sertão.

Publica Infância, livro de memórias, e filia-se ao Partido Comunista Brasileiro.

Morre no Rio de Janeiro, em 20 de março. Memórias do Cárcere é publicado postumamente.

Como Graciliano escreve

Uma linguagem seca e precisa.

A economia verbal de sua prosa concentra a força das imagens, das personagens e da crítica social.

01

Concisão

Frases rigorosamente trabalhadas, sem ornamentos desnecessários.

02

Interioridade

A vida psicológica surge mesmo quando as personagens têm pouca voz.

03

Crítica social

Pobreza, poder e exploração aparecem integrados à experiência humana.

04

Universalidade

O sertão concreto revela conflitos que ultrapassam uma única região.

Caminhos de leitura

Obras essenciais

Uma seleção para percorrer diferentes momentos da escrita de Graciliano.

01

Caetés

Romance
02

São Bernardo

Romance
03

Angústia

Romance
04

Vidas Secas

Romance
05

Infância

Memórias
06

Memórias do Cárcere

Memórias
Conhecer o acervo oficial de Graciliano Ramos
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Arquivo do 1º encontro · A Hora da Estrela

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Retrato em preto e branco de Clarice Lispector
Clarice Lispector · 1920–1977

Autora em destaque

Clarice
Lispector

Nascida na Ucrânia e brasileira por escolha e formação, Clarice transformou a literatura ao aproximar a linguagem dos movimentos mais íntimos da consciência.

Ainda criança, chegou ao Brasil com a família, que fugia da violência e da perseguição no leste europeu. Cresceu em Recife e mais tarde se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde estudou Direito, trabalhou como jornalista e iniciou sua carreira literária.

Sua estreia, Perto do coração selvagem, revelou uma escritora singular. Ao longo de romances, contos, crônicas e livros infantis, Clarice investigou a identidade, o desejo, o silêncio e os instantes em que a vida cotidiana parece subitamente estranha.

Uma vida em movimento

Linha do tempo

Alguns acontecimentos que ajudam a compreender o percurso pessoal e literário de Clarice.

Nasce em 10 de dezembro, em Tchetchelnik, na atual Ucrânia.

Chega ao Brasil com a família. Depois de uma breve passagem por Maceió, cresce em Recife.

Muda-se para o Rio de Janeiro, onde estuda Direito e inicia sua trajetória no jornalismo.

Publica Perto do coração selvagem, romance de estreia que chama a atenção pela linguagem inovadora.

Lança Laços de família, coletânea de contos que se torna uma das obras centrais de sua carreira.

Publica A paixão segundo G.H., uma de suas experiências literárias mais radicais.

Água viva leva ainda mais longe sua escrita fragmentária, sensorial e difícil de classificar.

Publica A hora da estrela e concede sua célebre entrevista à TV Cultura. Morre em 9 de dezembro.

Como Clarice escreve

Uma literatura voltada para dentro.

Em vez de depender apenas de grandes acontecimentos, sua obra encontra intensidade na consciência das personagens e nos pequenos abalos do cotidiano.

01

Interioridade

Pensamentos, sensações e contradições importam tanto quanto a ação.

02

Epifania

Um gesto ou objeto comum pode provocar uma revelação inesperada.

03

Linguagem

A escrita experimenta ritmos, silêncios e limites do que pode ser dito.

04

Inquietação

Identidade, existência, desejo e relação com o outro permanecem em aberto.

Caminhos de leitura

Obras essenciais

Uma seleção para continuar a leitura de Clarice para além do nosso encontro.

Explorar a bibliografia completa no Instituto Moreira Salles

Imagem e voz

Ouça Clarice falar sobre literatura.

Em fevereiro de 1977, poucos meses antes de morrer, Clarice concedeu ao jornalista Júlio Lerner, da TV Cultura, sua única entrevista audiovisual conhecida. Nela, fala sobre escrever, seus leitores e o então recém-concluído A hora da estrela.

Visitar o acervo de Clarice no IMS

Entrevista à TV Cultura · 1977 · registro em vídeo e áudio

Montagem com diferentes retratos de Clarice Lispector, imagem de divulgação de Perto de Clarice
Perto de Clarice · imagem de divulgação

Cinema e memória

Perto de Clarice

1982Documentário12 minDireção de João Carlos Horta

Construído depois da morte da escritora, o curta-metragem procura se aproximar de sua personalidade e de sua alma pelas lembranças de amigos, colegas e familiares. Esses depoimentos se alternam com trechos da rara entrevista que Clarice concedeu à televisão, formando um retrato íntimo que vai além da biografia convencional.

Produzido pela Embrafilme e por Gravações Tecnisom, o filme foi digitalizado em 4K a partir de materiais em 35 mm do acervo do Centro Técnico Audiovisual. Em 1983, recebeu o prêmio de melhor montagem no Festival de Gramado.

Assistir na Tela Brasil
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Um arquivo vivo

Novos encontros,
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Esta página crescerá junto com o projeto. Cada leitura futura ganhará aqui seu próprio capítulo.

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